Modo de vida, imaginário social e cotidiano

A Era das Demolições: a cidade do Rio de Janeiro: 1870-1920

Tipo de material
Livro Coletânea
Autor Principal
Rocha, Oswaldo Porto
Ano de Publicação
1986
Local da Publicação
Rio de Janeiro ^b Secretaria Municipal de Cultura, Departamento Geral de Documentação e Informação Cultural
Página Final
87
Idioma
Português
Palavras chave
Cortiço e Favela
História da Habitação Popular
Música Popular
Resumo
Examina o processo de transformação da capital federal ocorrido na segunda metade do século XIX, associado à modernização dos meios de transporte e à vida das camadas menos favorecidas, que arcaram com o ônus das obras públicas. O livro descreve as transformações trazidas pelas reformas do prefeito Pereira Passos nas chamadas freguesias centrais da cidade do Rio de Janeiro, sendo as mais populosas, segundo os censos de 1872, 1890 e 1906, as de Sacramento, Candelária, São José, Santa Rita e Santana. Para reconstituir parte da história dessa região, utiliza como fontes a literatura, biografias, a história da música popular e a própria produção musical. Em especial, estuda as correntes migratórias da Bahia que se estabeleceram na Praça Onze e a música produzida sob a sua influência. Tece considerações sobre a origem do termo favela e, tomando por base o relatório de Everardo Backheuser, de 1906, apresenta algumas características das primeiras favelas cariocas.
Disciplina
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Morro da Providência
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1846-1906

Image des Favelas dans des Ouvrages Grand Public de Langue Française: pensée urbanistique et habitat non-réglementé

Autor Principal
Vilan, Teresa
Ano de Publicação
1993
Local da Publicação
Paris
Instituição
Institut d'Urbanisme de Paris, Université Paris XII, Val-de-Marne
Página Final
59
Idioma
Francês
Palavras chave
Representação na Mídia
Resumo
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Décadas de 70 e 80

Cotidiano de Trabalhadores na República - São Paulo - 1889/1940

Tipo de material
Livro Coletânea
Autor Principal
Decca, Maria Auxiliadora Guzzo
Série
Tudo é História ^n 130
Ano de Publicação
1990
Local da Publicação
São Paulo ^b Brasiliense
Página Final
77
Resumo
Procurando agregar as muitas contribuições das pesquisas realizadas sobre a classe trabalhadora no país, o estudo privilegia aspectos do cotidiano operário nas primeiras décadas da República. Até a década de 1940, quando ocorreu um processo de proletarização em âmbito nacional, o que caracterizou a condição operária foi sua diversidade e/ou especificidade. O viver operário apresentou diferenças expressivas nas várias regiões e cidades brasileiras, tornando-se temerário uniformizar, em nome de alguns aspectos comuns, o cotidiano dos trabalhadores nas décadas iniciais do século XX. Assim, a partir de São Paulo, redesenha a vida operária em algumas de suas facetas.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1889-1940

A Retórica da Perda: os discursos do Patrimônio Cultural no Brasil

Tipo de material
Livro Coletânea
Autor Principal
Gonçalves, José Reginaldo Santos
Ano de Publicação
1996
Local da Publicação
Rio de Janeiro ^b UFRJ
Página Final
156
Idioma
Português
Resumo
Estudo sobre os discursos do patrimônio cultural no Brasil. Analisa as modalidades de invenção discursiva no Brasil produzidas por intelectuais associados à formulação e implementação de políticas oficiais de patrimônio cultural, desde a década de trinta até os anos oitenta deste século. Interpreta esses discursos como narrativas nacionais, isto é, modalidades discursivas cujo propósito fundamental é a construção de uma memória e de uma identidade a partir dos modos como determinada categoria social - intelectuais identificados com projetos nacionais de patrimônio cultural no Brasil - as definem em função do empreendimento de construção da nação.
Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1930-1989

Cinderela Negra - a saga de Carolina Maria de Jesus

Tipo de material
Livro Coletânea
Autor Principal
Meihy, José Carlos Sebe Bom
Autor Organizador
Levine, Robert M.
Série
Série Terceira Margem
Ano de Publicação
1994
Local da Publicação
Rio de Janeiro ^b UFRJ
Página Final
232
Idioma
Português
Resumo
O livro é o primeiro estudo sistemático e de longo curso do caso da escritora negra Carolina Maria de Jesus, cuja obra Quarto de Despejo foi estrondoso sucesso de vendas em 1960, posteriormente contido. É composto de quatro seções que seguem a apresentação. A parte um contém o texto Uma história para Carolina, do brasilianista norte-americano Robert M. Levine, metodologicamente construído com recursos variados, mesclando códigos como depoimentos jornalísticos, artigos em geral e dados estatísticos. A parte dois traz um texto explicativo das razões da História Oral no estudo, sendo composta de uma série de depoimentos colhidos e editados pelo historiador brasileiro José Carlos Sebe Bom Meihy e sua equipe. A terceira parte traz dois textos inéditos da escritora: Minha Vida (que corresponde à versão original de Um Brasil para os Brasileiros) e O Sócrates Africano. Com estes originais, pretende-se dar uma prova do estilo de Carolina. A quarta parte, finalmente, traz um texto assinado por Levine e outro por Bom Meihy, nos quais ambos, a título de fechamento do projeto, narram a dinâmica da experiência.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1910-1977

A Escola Reinventa a Cidade

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Nunes, Clarice
Título do periódico
A Invenção do Brasil Moderno: Medicina, Educação e Engenharia nos anos 20 e 30,
Volume
pp.181-201
Ano de Publicação
1994
Local da Publicação
Rio de Janeiro ^b Rocco
Idioma
Português
Resumo
Toma a cidade do Rio de Janeiro na década de 1930 como eixo da problematização sobre a interferência dos educadores brasileiros na ordenação simbólica das cidades, gerando novas representações do urbano e seu papel como profissionais dentro dele. Trata da modernização do Rio de Janeiro como um processo discriminatório de circulação e de uso do espaço, apoiado em uma política de higienização que enquadrou a pobreza nas favelas e nos bairros operários. Afirma que essa modernização foi atravessada por questões cruciais da elite local, tendo seu espaço cultural simbolicamente marcado pela ponderação do peso do público e do privado no processo de urbanização. Uma nova leitura do urbano, apoiada na arquitetura escolar, no trabalho das bibliotecas e na potencialidade disciplinar da música, era paulatinamente construída pelo esforço ideologizador de toda uma geração de educadores. A maneira de enfrentar a ïrracionalidade das massas e tornar o país produtivo e moderno foi alvo de um debate que definiu propostas de setores da sociedade, em luta de forma explícita dentro da escola e, particularmente, dentro das associações que congregavam educadores.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Década de 30

Lugares dos Mortos na Cidade dos Vivos

Tipo de material
Livro Coletânea
Autor Principal
Rodrigues, Cláudia
Série
Coleção Biblioteca Carioca ^n v.43
Ano de Publicação
1997
Local da Publicação
Rio de Janeiro ^b Secretaria Municipal de Cultura, Departamento Geral de Documentação e Informação Cultural, Divisão de Editoração
Página Final
275
Idioma
Português
Resumo
Versão revisada de dissertação de mestrado defendida em 1995 junto à Universidade Federal Fluminense. Analisa as transformações nas práticas de sepultamento e nos ritos fúnebres no Rio de Janeiro ao longo do século XIX, a partir da proibição dos sepultamentos no interior das igrejas até a criação de cemitérios públicos. São associadas a mudanças nos modos de pensar e de sentir que já vinham se processando antes das epidemias e da vitória dos higienistas sobre os tradicionalistas, caracterizando um movimento de secularização da mentalidade da época, expresso em novas formas de cultivo do espírito e de associação que ocupariam parte do terreno antes dominado pelas rezas, igrejas e irmandades. Na primeira parte do livro é estudada a conjuntura que levou ao processo de transformação nas formas de sepultamento na Corte, com ênfase no impacto da epidemia de febre amarela sobre a cidade, na difusão do discurso médico e seus efeitos e no processo de criação do cemitério público e proibição dos sepultamentos nas igrejas, bem como as respostas dadas pelos leigos e pelo clero a essas medidas. Na parte II, são analisados os 'lugares' dos mortos na Corte, no sentido físico e simbólico, com base no estudo dos costumes fúnebres adotados por cristãos e africanos. São analisadas as concepções cristãs e africanas a respeito da morte, seguindo-se a análise dos dois momentos pelos quais passavam os mortos a caminho do além - a passagem e o sepultamento - a fim de verificar a relação que os vivos mantiveram com seus mortos no decorrer do século XIX.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Século XIX

Des-Territorialização e Identidade: a rede gaúcha no Nordeste

Tipo de material
Livro Coletânea
Autor Principal
Haesbaert, Rogério
Ano de Publicação
1997
Local da Publicação
Niterói ^b EDUFF
Página Final
293
Idioma
Português
Resumo
Versão sintética da tese de doutorado defendida na Universidade de São Paulo em 1995. Analisa o fluxo de migrantes sulistas pelo interior do Brasil e a transformação econômica implementada ao mesmo tempo pelo setor privado, pelas grande cooperativas e pelo Estado, acompanhada de todo um modo de vida, sociocultural e político, muitas vezes conflitivo em relação a traços culturais locais. O espaço priorizado na pesquisa foi a área dos cerrados, que corresponde ao espaço quase exclusivo de apropriação pelos migrantes sulistas que se dirigem ao Nordeste por ser a área ecologicamente mais apropriada ao cultivo de soja. Destacou-se a região onde a unidade e a magnitude do processo eram mais evidentes, o oeste baiano e notadamente seu município de maior influência, Barreiras. Inicia a análise pela base geo-histórica na qual foram moldados o ser gaúchoe o ser nordestino, em seus espaços de origem, e aquela que se desdobrou no espaço onde hoje eles se encontram. Em seguida, são estudadas as contradições da modernização capitalista difundida por muitos sulistas, profundamente desterritorializante, tanto em sua dimensão urbana quanto rural, enfocando a economia capitalista e suas grandes redes. Logo após, como ponto central da pesquisa, é abordada a reterritorialição em curso, colocando em questão, acima de tudo, as novas formas de territorialização dos sulistas frente à desterritorialização dominante (mas não exclusiva) entre os nordestinos. Neste processo, os arranjos políticos e os atritos culturais se somam à competitividade econômica na disputa e conformação de novos territórios. São enfocados alguns casos concretos para efeito de análise. Ao final, é apresentada uma síntese das múltiplas espacialidades em gestação nessa complexa dinâmica des-re-territorializadora, onde a relação que ao mesmo tempo integra e contrapõe gaúchos e nordestinos é apenas uma das faces na dinâmica que mescla redes, territórios (de várias ordens) e o que se denomina aglomerados humanos de exclusão.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Barreiras
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Referência Temporal
1979-1994

Um Bicho-de-Sete-Cabeças

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Alvito, Marcos
Título do periódico
Um Século de Favela,
Volume
pp.181-208
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
Rio de Janeiro ^b Fundação Getúlio Vargas
Idioma
Português
Palavras chave
Atuação da Polícia
Diferenciação Interna
Redes de Relações
Resumo
EEstuda honra, hierarquia e reciprocidade na favela de Acari, no Rio de Janeiro. Tenta identificar, no caso dessa favela, um conjunto de planos organizacionais talvez também encontrado, com outras ênfases e outro arranjo, em diferentes favelas. O artigo faz uma análise em dois níveis. No nível macrossociológico das relações entre as localidades - favelas - e as instituições supralocais, enfatiza que as relações entre essas estruturas - tais como a mídia e a polícia - afetam suas relações com a localidade, observando para isso o episódio concreto da ocupação policial de Acari. No nível da realidade microssociológica focaliza as microáreas de vizinhança existentes no interior da favela, que servem de suporte para representações sobre as diferenças em seu interior e, muitas vezes, constituem o locus de uma memória.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Vigário Geral
Logradouro
Parque Acari
Localidade
Amarelinho
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1995-1997

Capoeira e Alteridade: sobre mediações, trânsitos e fronteiras

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Travassos, Sonia Duarte
Título do periódico
Um Século de Favela,
Volume
pp.167-180
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
Rio de Janeiro ^b Fundação Getúlio Vargas
Idioma
Português
Palavras chave
Capoeira
Cultura Popular
Resumo
Estuda de que modo a capoeira, pelo menos contemporaneamente, parece constituir um locus privilegiado para todos os tipos de trânsito. Percebe os mestres, nesse mundo, como figuras estratégicas, na medida em que a partir deles, sobretudo, são construídos discursos de enorme riqueza e eficácia simbólica, capazes de alinhavar visões de mundo, estilos de vida, formas de percepção e construção da realidade freqüentemente díspares. Nesse sentido, os mestres emergem como mediadores e articuladores de situações complexas envolvendo não só indivíduos pertencentes a camadas sociais e meios culturais muito diferenciados, como também aqueles que já morreram e, no entanto, sobrevivem um pouco à maneira dos mitos. A partir da trajetória de vida do mestre Muca, o artigo ressalta sua opção por transitar entre distintos códigos de interpretação da realidade, e seu complemento necessário, a capacidade demonstrada por ele de acionar gramáticas culturais radicalmente divergentes, promovendo muitas vezes readaptações e re-significações em seu projeto de vida.
Disciplina
Referência Espacial
Zona
Zona Sul - Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Bangu - Rio de Janeiro
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1970-1997