Explora problemas de Planejamento Ambiental, usando como referência, um caso relacionado à Região Metropolitana de São Paulo: seu fenômeno de crescimento urbano e a legislação ambiental existente. A Grande São Paulo (RMSP) apresenta um interessante caso para o estudo de legislação de controle do uso do solo e do Planejamento Ambiental. Apesar da crise econômica da década de 1970, o ímpeto desenvolvimentista brasileiro, iniciado em 1950, ainda persiste. Nos anos recentes, o crescimento impressionante da capital do Estado de São Paulo (a cidade de São Paulo) e das cidades que a circundam, fez com que estas se unissem em uma única área urbana. Alguns números dão a medida deste crescimento. Na RMSP hoje vivem cerca de 15 milhões de habitantes, 40 por cento a mais do que na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e equivalente à soma das populações das outras 7 regiões metropolitanas do país. A RMSP é responsável por 20 por cento da Renda Nacional Bruta. Para criar essa produção, a metrópole consome 26 milhões de mwh de energia elétrica por ano e produz 15 toneladas de resíduos sólidos por dia. A área total é de 8.000 Km quadrados. A previsão é a de que, por volta do ano 2.000, a RMSP será a segunda metrópole mais populosa no mundo (em primeiro, a cidade do México) com uma população entre 25 e 30 milhões de habitantes. Desde 1977, vem sendo adotada uma política severa e sofisticada de controle do uso do solo, cobrindo a maior parte da periferia da RMSP. Os princípios desta política estão expressos na "Lei de Proteção dos Mananciais" (LPM) que objetiva a proteção dos mananciais existentes ao redor da metrópole. A aprovação de loteamentos ou de grandes edifícios é concedida após análise caso a caso, baseada em algorítmos e critérios especiais e, no caso das indústrias, em suas atividades, processos e efluentes. Está em curso um processo de avaliação e aprendizado, após a constatação de que, em função de problemas de implantação da LPM o processo de urbanização natural estagnou-se tendo surgido, de forma incontrolável, assentamentos informais, desprovidos de infra-estrutura, sendo afetados e ao mesmo tempo, causadores da poluição. Pesquisas em Saúde Pública sugerem que grande parte dos problemas de saúde são causados pela falta de saneamento básico nos assentamentos de baixa-renda. O objetivo é descrever e analisar a situação existente na área sudoeste da Região Metropolitana de São Paulo e a relação desta situação com o problema do Planejamento Ambiental.
Uso e Ocupação do Solo no Setor Sudoeste da Região Metropolitana de São Paulo: o meio ambiente hoje e alternativas futuras
Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Oliveira, Celso Nigro Engracia de
Sexo
Homem
Orientador
Rocha, Aristides Almeida
Ano de Publicação
1988
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Saúde Pública
Instituição
USP
Página Inicial
1
Página Final
74
Idioma
Português
Palavras chave
expansão urbana
desenvolvimento sustentável
degradação
legislação
Planejamento Ambiental
Resumo
Disciplina
Área Temática
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I