Este trabalho aborda o tema em três aspectos. Inicialmente, resgata-se a presença da lógica do espaço fabril na constituição do ideário da arquitetura - e do urbanismo - do Movimento Moderno. Desde o início do século, a lógica do trabalho fabril, que exige o organização racional do espaço de produção, inspirou as novas concepções arquitetônicas que objetivaram atender às necessidades de funcionalidade e praticidade. Características destes espaços, tais como flexibilidade e racionalização foram incorporadas ao projeto moderno como premissas para a construção de um espaço adequado aos novos modos de vida, tornando-se assim princípios fundamentais do novo ideário e da nova linguagem. Aborda-se o processo de industrialização paulista e os aspectos de sua localização na cidade que se refletem na forma de desenvolvimento urbano que caracteriza a região da grande São Paulo. Discute-se como os edifícios fabris foram elementos fundamentais na constituição do ambiente urbano em São Paulo, especialmente nos anos 1950, tanto pela sua escala, determinada pelas exigências do programa, quanto pelo caráter de marco urbano, conferido pelo tratamento estético de elementos arquitetônicos, como torres, chaminés e caixas d'água. Este tratamento respondia à necessidade simbólica das empresas de afirmarem sua presença na cidade.
Edifício Fabril e Espaço Metropolitano: São Paulo, anos 1950
Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Francisco, Arlete Maria
Sexo
Mulher
Orientador
Martins, Carlos Alberto Ferreira
Ano de Publicação
2000
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Tecnologia do Ambiente Construído
Instituição
USP
Página Inicial
1
Página Final
178
Idioma
Português
Palavras chave
industrialização
urbanização
relações com a cidade
edificações
Resumo
Disciplina
Área Temática
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
década de 1950