Este trabalho tem como objetivo visibilizar acontecimentos e situações de conflitos ocorridos ao longo de situações históricas de invisibilização do povo Omágua-Kambeba influenciada pela ausência e/ou presença do estado, tendo como pano de fundo, inicialmente, os processos de conquista e colonização do território amazônico e, mais atualmente, as políticas desenvolvimentistas impostas para a Amazônia brasileira e a inerente (ir)racionabilidade de exploração de seus bens naturais. Para tanto, lançamos mão do uso de ferramentas etnográficas com base na dialogicidade e polifonia necessárias à abordagem por meio de pesquisas de campo realizadas nas comunidades Kambeba do Rio Jandiatuba, em São Paulo de Olivença, Amazonas, Brasil. A etnia se encontra em processo de resistência e rexistência pelo direito da demarcação de seus territórios em face da presença de garimpeiros que exploram o ouro no referido rio. Os Kambeba têm, ainda, uma história singular no projeto de colonização operado pelo estado ibérico nos séculos XVII e XVIII, tendo sido fortemente perseguida e invisibilizada. Um dos reflexos disto é a inexistência de territórios indígenas Kambeba demarcados na região de fronteira do Alto Solimões, “berço” de sua origem, o que impulsiona sua atual luta como garantia de reconhecimento e segurança étnico-territorial frente aos outsiders do garimpo.
Os Kambeba do Rio Jandiatuba: Território, Garimpo e Conflitos Socioambientais
Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Basso, Aline Radaelli
Sexo
Mulher
Orientador
Witkoski, Antonio Carlos
Ano de Publicação
2018
Programa
Sociologia
Instituição
UFAM
Idioma
Português
Palavras chave
Amazônia
Conflitos Socioambientais
Garimpo
Territórios
Kambeba
Resumo
Disciplina
Área Temática
Referência Espacial
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Amazonas
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
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