A pesquisa objetiva identificar processos sociais decorrentes da experiência de organização do movimento autônomo dos estudantes secundaristas de São Paulo no período entre 2015 e 2018. Para isso, busca analisar como os jovens se organizam e atuam a partir da construção de uma consciência coletiva sobre a relação entre a educação pública de qualidade e a construção de uma sociedade mais justa e democrática. Aponta aspectos sociais recentes, expressos na forma da organização autônoma e horizontal do movimento secundarista, nos permitindo tratar a questão da legitimidade na mobilização estudantil enquanto movimento social e manifestação de seu tempo.
Para cumprir os objetivos propostos nesta pesquisa, considero a política educacional adotada pelo governo estadual paulista desde os anos de 1990; novas emergências dos movimentos sociais de 2013 que possam ter influenciado os secundaristas autônomos; a relação de conflito entre estado e comunidade escolar; e processos de socialização por meio de novas tecnologias de informação e comunicação. A pesquisa parte da hipótese de que a organização dos secundaristas autônomos é, ela própria, um processo social relevante para ganhos políticos na direção da manutenção e intensificação da democracia no estado de São Paulo.