O Poço da Draga: a favela e a biblioteca

Tipo de material
Livro Coletânea
Autor Principal
Feitosa, Luiz Tadeu
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
São Paulo ^b Annablume
Página Final
208
Idioma
Português
Resumo
Analisa a relação entre a biblioteca pública e o seu público mais carente, o favelado, procurando diagnosticar as relações existentes entre os que representam as instituições culturais e os seus públicos. Aborda a questão da ampliação do raio de atuação das bibliotecas públicas às classes mais baixas da população, partindo de uma situação real vivida pela Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel e por uma das comunidades situadas na mesma área da cidade de Fortaleza, a Favela Poço da Draga. A questão central da pesquisa é fazer uma leitura das relações culturais envolvidas numa possível troca de informações entre biblioteca e favela. Para tanto, são enfocados de modo breve os contornos da tradição milenar da Biblioteca Pública e suas tentativas de ressignificação, aqui entendidas como as relações com os estratos inferiores. Sobre as favelas foram pesquisadas as causas de sua existência; os aspectos de sua ocupação no espaço urbano das cidades; os estigmas a que estão sujeitas e as formas de representação como mecanismos culturais inversores das adversidades encontradas no seu cotidiano. Ao descrever a BPGMP e compará-la às demais bibliotecas públicas, buscou-se fazer uma leitura semiótica da sua tradição milenar, da sua complexa rede de símbolos e suas dificuldades de interação com as comunidades carentes, com base nos presssupostos teóricos da Semiótica da Cultura. Afirma que a memória é um ponto comum entre a favela e a biblioteca, a princípio dois universos distintos, mas semelhantes em sua capacidade de memória, em várias acepções do conceito.
Referência Espacial
Cidade/Município
Fortaleza
Localidade
Favela Poço da Draga
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
1991-1998