O tema central deste trabalho é o estudo da gíria da diversidade sexual paulistana, especialmente daquela falada pelos frequentadores das regiões do Centro e dos Jardins. A partir de um corpus de primeira mão, pretendemos a investigação de aspectos sociolinguísticos presentes no emprego do vocábulo gírio como signo de grupo. No contexto da diversidade, centramo-nos no caráter criptológico da gíria, na expressividade e na ocorrência do riso como um efeito de sentido proveniente dessa criptologia. Com um desenvolvimento lógico indutivo-dedutivo, dividido em etapas e marcado pela própria apresentação dos seis capítulos, seguimos um percurso sócio-linguístico-semântico-cognitivo-pragmático. Tendo como eixo teórico norteador a Sociolinguística, para demonstrarmos os vários aspectos envolvidos e mobilizados durante o uso de um signo linguístico e criptológico, recorremos a algumas noções da Semântica, Análise da Conversação, Análise do Discurso, Linguística Cognitiva, Pragmática, Sociologia e Antropologia. O vocábulo gírio desse grupo, tal como comprova o glossário coletado, é constituído pelo arcabouço linguístico que estrutura a fala: para a criação gíria, os falantes da diversidade tendem a respeitar e a seguir os aspectos fonético-fonológicos, morfológicos e sintáticos que vigoram no processo de comunicação corrente, direcionando e reservando a criatividade para o aspecto semântico do signo linguístico. Com base nas análises desenvolvidas, podemos afirmar que o riso também pode ser um efeito (de sentido) obtido pelo sentido criptológico presente no vocábulo gírio empregado pelos falantes que integram o grupo da diversidade sexual, com o objetivo de ostentar um comportamento irreverente (associado ao riso) e, com humor, também manter, se necessário, um sentimento de superioridade em relação aos não integrantes (associado ao sentido restrito)